1.
Por ocasião do 3 de Maio dia internacional da
Liberdade de Imprensa que hoje se assinala, a Comissão Política do Bloco
(Democrático) BD em nome de todos
membros, militantes e amigos saúda e felicita todos os jornalistas angolanos que
tem com integridade e profissionalismo defendido, com postura deontológica, a liberdade de expressão e opinião e
pluralidade na imprensa nacional.
2. A liberdade
de imprensa não é apenas uma conquista, mas é sobretudo um dos pilares do estado democrático que
viabiliza quer a livre expressão, um direito humano fundamental da sociedade,
das comunidades, dos pratidos e dos cidadãos, incentivando a sã convivência,
quer a capacidade de escolha pelo povo
dos projectos que melhor servem a sociedade.
3. O BD pontualiza, com profunda preocupação, que a
formalização da liberdade de imprensa na Constituiçao e, em parte, nas leis não
é acompanhada pela sua execução prática devido ao sistema de controlo das
consciências e violações do próprio aparelho do estado, incapaz de lidar com
uma imprensa livre e pluralista. De facto, é praticamente patente o monopólio
do estado nos órgãos de comunicação social bem como como detentor directo ou
partilhado dos meios de impressão; a supressão de transmissão de todos os
canais que não alinham na cartiha governamental estrangeiros (canais
portugueses SIC e TVI, dos canais brasileiros RECORD e do canal frances FRANCE
24) ou nacionais, como ocorreu recentemente com a CAMUNDA NEWS; a perseguição,
com processos judiciais ou afastamento das suas funções, a todos os jornalistas
que ousam no exercício da sua liberdade, sair dos cânones instituídos pela
propaganda governamental; o silenciamento de todas as vozes dos partidos
políticos e da sociedade civil que não se enquadram nos padrões do partido
único.
4. O BD está com a luta dos profissionais da
comunicação social pela reforma das leis que dificultam a criação de órgãos de
comunicação independentes, o que cria uma situação ridícula de Angola ser um
dos pouocos países de África que não têm imprensa quotidiana independente, nem
rádios comunitárias.
5.
O BD apoia as reinvindicações do Sindicato de
Jornalistas e do MISA ANGOLA por melhores condições de vida dos trabalhadores
da imprensa, num contexto de extrema pobreza, fome, desemprego crescentes para
dignidade da classe.
6.
O BD reconhece nesta data que a conquista da liberdade
de imprensa tem sido um longo percurso de resistência feita de perseguicoes,
prisoes, julgamentos e mortes de cidadãos, de jornalistas. Por isto, não
podemos deixar de render singela homenagem aos jornalistas mortos no exercicio
da sua profissao, Ricardo de Melo, Simao Roberto e tantos outros que provaram o
sabor do autoritarismo do regime que diante as denúncias e contestação social
reage a ferro e fogo tentando contrariar a verdade e os factos.
7.
Desta sorte, o BD alerta a todos angolanos que não
há democracia sem um jornalismo livre, isento e responsável, com jornalistas
emancipados, capazes de resistir aos comissários políticos impostos às redações
e as inúmeras dificuldades impostas pelo sistema partidário aos órgãos com
estatutos editoriais íntegros.
8.
Para o BD a ausência de pluralidade e critica
social amordaça a democracia e a liberdade, elementos fundamentais para a consolidação de
um estado democrático.
9.
A Comissão Política do BD, empenhará o partido na
luta por uma efectiva liberdade de
imprensa contra a violação dos direitos humanos no seio da classe, pelo acesso
as fontes de informacao e pela divulgação de todas as matérias de interesse
público.
LIBERDADE, MODERNIDADE, CIDADANIA.
Comissão Política do BD em Luanda aos 3 de Maio de 2023.
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